Quantos fenômenos inacreditáveis acontecem ao mesmo tempo em que seguimos com nosso cotidiano? Seja nas tramas do corpo ou pelas redes de vida que conectam o planeta, o inesperado emerge a todo instante dos fluxos de movimento, diálogo, trocas e qualidades estéticas que atravessam tudo o que é vivo. Tornar presente essa percepção, de vez em quando, nos conecta ao privilégio de ser humano na biosfera.
Imagens na ordem: Sacred Kinship, por #adamlupton ; Mosca, por @denismourafotos ; Sanctus, por Barbara Hammer; The Crew, por @aeroture_aus ; The Elephant Trunk Nebula, por @astrobackyardutah ; Bambuzal, por @renatamolas ; Junção Neuromuscular, por @anatomia.geral
Enquanto nos últimos dias pudemos ver a lua com tanto esplendor, a visão que ela tinha de nós era do planeta azul. O tom poético vai em homenagem ao dia do Vinícius de Moraes, hoje. Mas o maravilhamento vale por toda nossa existência. Nós habitamos o único planeta azul conhecido em nosso sistema solar! O que é mais fantástico, a atmosfera que pero mite que ele seja como é, está em constante diálogo com nossos corpos. Nas moléculas que inspiramos e passam a fazer parte da nossa constituição. Das tantas outras que expiramos e passam a fazer parte do ar à volta ou da estrutura de uma árvore ou da respiração de outro ser vivo. É uma qualidade de partilha contínua. A harmonia do ecossistema depende do fluxo dessas trocas. E também de reconhecermos nossa condição integrada e nutrirmos um sentido de gratidão e cuidado, das pequenas atitudes à necessária pressão política e econômica para conciliar nossos modos de vida com o resto do sistema.
Godzilla foi o nome dado à nuvem de areia vinda da África em direção à América no Hemisfério Norte. Mas esse fenômeno não é novo e tem um lado bem menos assustador. Hoje é sabido que a areia do Deserto do Saara tem participação importante na formação de chuvas e na fertilização dos solos da Amazônia.
Sim, a floresta tem uma relação íntima com o deserto e nos mostra como o planeta é interconectado. Também faz pensar que se em dimensões tão gigantescas existe uma conexão entre fenômenos e formas de vida na natureza, é mais do que esperado que ações humanas que parecem isoladas tenham desdobramentos sobre o meio ambiente.
E que no corpo humano, a mesma dinâmica acontece: nossos órgãos e nossos hábitos, as químicas que nos formam e as que trazemos de fora para dentro – voluntária ou involuntariamente – têm enorme influência sobre a vitalidade do corpo. Reconhecer essa integração é perceber a poesia da fisiologia e assumir
Abaixo, referências para você ir mais fundo nessa reflexão ecossomática.