O rosto tem sido a principal referência das reações humanas na interação pelas telas. Por aqui, os corpos falam muito, por meio do movimento, da expressão de cada gesto, pelas intensidades da dança. Também a mente revela como cada estímulo corporal inspira as ideias e ajuda resgatar a humanidade, a reconectar com o ambiente, e a renovar energias de cada um que participa das nossas experiências. Seja nas sessões individuais, para acolher os dilemas, reflexões e surpresas da vida, seja nas aulas em grupo, para desenvolver consciência corporal e novos modos de mover, do mais sutil ao máximo vigor. Não importa o grau de entrega de cada um e da elaboração que vem na palavra. Quando a expressão do rosto comunica gratidão, cumplicidade, entrega… aí é certeza de que as sementes foram germinadas. Trabalho muito divertido e cheio de afeto, que é feito a partir de muito estudo e seriedade. Descubra
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Aqui pode, aqui não pode?
Às vezes temos a impressão de que o estímulo para aprender na vida é algo que vai entrando no funil da racionalidade, conforme as pessoas ficam mais velhas e o grau de formação aumenta. A experiência de formação integrada no mestrado de sustentabilidade da FGV-EAESP mostra que isso é uma falácia! O desafio está mais em calibrar estímulos para cada público específico e a partir daí criar caminhos para aguçar a sensibilidade, o conhecimento coletivo, o espírito de comunidade, novas perspectivas de mundo e o autoconhecimento. Tem sido um privilégio lançar pitadas de potência corporal neste processo, revelando para os mestrandos como o saber atravessa e emerge das camadas mais físicas às mais subjetivas e transcendentais do corpo.
Agradecimentos e admiração à turma 4 e a toda a equipe do MPGC-Sustentabilidade.
Bichos
Boas surpresas das aulas online: num momento de ativar a consciência corporal, com os participantes deitados no chão, a música começa e, em uma das casas, o cachorro que estava agitado pula no sofá, se acomoda e entra em estado de contemplação, como se apreciasse a música e seguisse no próprio corpo as orientações que vinham pela caixa de som. Sabe lá o que se passava dentro dele naquele momento, mas a sensação é que de algum modo surgiu uma conexão com o bicho.
Isso faz lembrar de como é especial a conexão entre humanos e animais, que toma formas que vão muito além de reações instintivas. Exemplos existem de monte: as práticas de Doma, com cavalos; a interação por linguagem de sinais com primatas; mamíferos marinhos que ajudam pessoas no mar. Situações singelas que revelam qualidades inusitadas de interação entre corpos de diferentes espécies, fazendo repensar as categorias mentais que usamos para classificar os animais… e os comportamentos estimulados ou desencorajados por elas.
Imagens: ConeCsoma, New York Times, Medical Daily, Hammerfest


