Difundida hoje por todo o mundo, o Yoga tem origem em rotinas físicas que surgiram há cerca de 5000 anos na Índia, a partir de práticas de dança tradicional. De lá para cá, surgiram diversas formas do yoga – raja, carma, jnana, bacti, tantra, tao, hata – muitas associadas a abordagens da filosofia hinduísta.
Nos últimos anos, juntamente com a expansão do yoga pelo mundo, surgiram novas variações da prática – acro, aérea, hot, do riso, de reabilitação, na água, com bambolê, em slackline, em prancha de stand up padle e até a cavalo. E ainda muitos modos de aplicar o yoga em outras atividades, como na educação infantil, na ressocialização de presidiários, nos ambientes corporativos e, claro, nas mídias digitais!
Para alguns, desvirtuamentos; para outros, um caminho natural de uma prática potente e em expansão constante.
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O retiro de inverno (2018) acontece entre o dia 6 e 9 de julho (feriado). Inscrições abertas!
Da infância à velhice passamos por diversas fases semelhantes entre os seres humanos. Na singularidade de cada existência, essas fases podem revelar ciclos próprios de cada pessoa, relacionados a sua história, seus modos de compreender e relacionar-se com o mundo. E o mundo, também, revela seus próprios ciclos – seja na economia, na política, na cultura, seja nos fenômenos da natureza que permeiam desde as dimensões macro do cosmos até as dimensões micro do corpo.
O ConeCsoma convida você para uma imersão na natureza, de 6 a 9 de julho, onde iremos explorar os ciclos singulares, comuns e ecológicas que atravessam nossa existência. Faremos isso por meio de consciência corporal, de interação com o ambiente e de experimentações do mover do corpo no espaço. E ainda doses de reflexão, conversa, imagens e contemplação. Inscreva-se aqui
Explorar noções e percepções de ciclos em diferentes dimensões estabelece uma ponte com o que nos torna únicos e, ao mesmo tempo, parte de uma coletividade e dos fenômenos próprios do que é vivo. Ou seja, abre espaço para nos reconhecermos e relacionarmos para além da ideia de indivíduos.
PERCURSO
Nesta imersão viajaremos para uma região de Mata Atlântica em São Paulo. Ali investigaremos consciência corporal e qualidades do mover para estimular cada participante a reconhecer diferentes referências sobre ciclos na matéria, no movimento e nos fluxos ligados ao corpo e nas suas trajetórias físicas e subjetivas.
Vamos dialogar com as percepções e padrões associados a esses ciclos. E investigaremos novos modos de mover, encontrando potências e o prazer de perceber, desfrutar e criar nossos próprios movimentos, trajetórias e ritmos.
Tudo isso, sob a orientação do educador somático Ricardo Barretto, a partir de princípios do Body-Mind Centering® e da dança contemporânea, além de princípios da sustentabilidade e das ciências da comunicação. Sempre respeitando e valorizando as singularidades de cada um e as relações com os outros e o ambiente.
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As experiências dessa imersão envolverão:.
> dinâmicas de consciência corporal e exploração do movimento para reconhecer perspectivas de ciclos na matéria, no movimento e nos fluxos do corpo e do ambiente, e para desenvolver modos singulares de mover e interagir com o ambiente e com os outros
> contemplação de ciclos nas estruturas e dinâmicas da natureza, aproveitando a paisagem como um lugar de aprendizado e inspiração para o corpo e o viver
> criação de repertório de movimento a partir da exploração de referências de ciclos, gerando e apropriando-se de novos modos de mover e estar presente
> interação por meio de jogos de improviso e dinâmicas de movimento, estimulando a potência da relação no coletivo
> compartilhamento de percepções e descobertas a partir do que vivemos e conversas sobre aspectos da sociedade e da ecologia a partir de ciclos da trajetória humana no mundo e dos insights de cada participante
As práticas têm início no sábado, dia 7/7, às 9h, mas encorajamos que todos os participantes viagem na sexta-feira, 6/7, para integração de grupo à noite e para uma introdução experiencial à imersão do fim de semana.
*Ajudaremos a organizar possíveis caronas entre os interessados.
*Estaremos hospedados na mesma casa e as refeições estão inclusas no pacote.
Comunicólogo e educador somático, Ricardo é o mentor do projeto ConeCsoma que promove conexões a partir do corpo e para além dele. Atua há mais de 15 anos como comunicador na área de sustentabilidade e como movedor, em contextos artísticos e educacionais. Seu trabalho corporal bebe em três fontes: o entendimento da Comunicação como toda dinâmica de fluxos e trocas; o estudo de dança contemporânea e abordagens somáticas como o Body-Mind Centering®; e as noções de interdependência e visão integrada que caracterizam o pensamento da sustentabilidade.
A fusão e aprofundamento da pesquisa desses saberes integrados teve início em 2008, com sua atuação profissional no Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV-EAESP, e por meio de pós-graduação na ECA-USP, da formação em BMC®, da atuação como facilitador e educador somático e da participação no Núcleo de Formação Integrada do GVces.
SOBRE AS IMERSÕES DE CORPO E MOVIMENTO NA NATUREZA
Iniciativa que surge em 2017 como desdobramento das Experiências de Corpo e Movimento, que Ricardo Barretto oferece semanalmente no Lab-C, o laboratório de experimentações do ConeCsoma. A ideia é aprofundar a proposta de educação para o movimento e de conexões a partir do corpo. Daí, um mergulho na natureza, com mais tempo e inspiração para perceber e explorar os fluxos informativos que atravessam o corpo e o conectam ao ambiente. Sempre de modo estimulante e com respiro para digerir os aprendizados que surgem, curtir a natureza e criar laços entre as pessoas. Atualmente, realizamos uma Imersão de Corpo e Movimento na Natureza a cada três meses.
Arquitetura significa arte de edificar. Em relação ao corpo indica nossa condição de obra da natureza. Basta pensar arquitetura como organização de espaços e criação de ambientes com atividades diversas. Desde a formação do feto são a posição, o movimento e a troca entre as células que definirão suas funções, as estruturas que formarão, as dinâmicas dos sistemas que irão compor. Está aí também a arquitetura corporal como conjunto de elementos do todo e de disposição das partes. (Clique nas fotos para multimídia sobre o tema e nos pontos verdes para ler todo o post)
Se pensamos nas dinâmicas, fluxos e integrações dos sistemas corporais, podemos reconhecer o corpo como uma arquitetura no sentido do conjunto de princípios, normas e materiais. Tudo isso com um resultado plástico, que vem das espirais, superfícies, recheios, texturas e contornos do corpo. Com a diferença de que nosso corpo é uma arquitetura em constante movimento e transformação, não algo estático, fadado à ação do tempo. E é uma arquitetura que dialoga com o ambiente e com outros corpos, fazendo da interação um elemento definidor de sua essência.
Apreciar o corpo enquanto uma arquitetura permite refletir sobre sua autoria. Sem entrar em teologia, do ponto de vista científico estamos falando de projetos colaborativos. O corpo como arquitetura não teria um único criador, mas uma ação integrada entre células, DNA, nutrientes, acontecimentos e trocas na gestação, microrganismos, interação com os ambientes e os outros seres que entrarão em contato com o universo corporal de cada um ao longo da vida. Somos arquitetos de nós mesmos, ao mesmo tempo em que temos um controle limitado sobre a obra corpo.
Explorar o corpo como uma arquitetura nos leva além das correlações entre o físico e o fisiológico e a ideia da vida que constrói a si mesma. Se emprestamos o sentido de arquitetura enquanto a elaboração de um empreendimento futuro, um projeto, podemos nos conectar com a ideia do corpo como algo em constante devir. O corpo nunca é uma coisa definida e pronta, mas está sempre em estado de vir a ser. O corpo acontece, é processo e mudança. Daí o movimento ser algo vital para nossa existência. O corpo estático, definha. O corpo que move como a vida que o gera, frutifica.
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