Um olhar da ciência para a ligação entre humano e oceano

A vida na Terra começou nos oceanos. A evolução das espécies gerou como um de seus produtos o homo sapiens que carrega até hoje no corpo indícios da sua ligação com a vida marinha. Sem falar na curiosidade de conhecer mais sobre o mar e o si mesmo, que alimenta pesquisas e descobertas de todo o tipo. Mas as investigações também constatam que os caminhos da sociedade têm representado descaminhos para a vida nos oceanos. Saber mais, há que significar fazer diferente. A seguir, nessa página, você confere referências para ir mais fundo nessa ideia.

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Ser humano de corpo, alma, tecnologia

O que nos identifica como humanidade? Pensar, amar, cultura, ritos, espiritualidade? Uma das características talvez não seja tão poética. Como compartilhar uma ideia que martela a cabeça sem escrever ou gravar um depoimento? Como amar visceralmente sem mandar mensagens apaixonadas? E como pensar cultura sem música feita em algum instrumento, sem roupa de algum tecido, sem comida de algum prato ou cuia? E devoção religiosa sem objetos ou templos? Pode soar frustrante, mas é difícil expressar nosso existir sem um pouco de tecnologia.

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Técnica e linguagem na base de nossa relação com o mundo

Quando se pensa nos ancestrais do ser humano, aqueles que habitavam cavernas, a impressão pode ser mais de um mito do que de uma passagem de nossa história. Eles viviam de um jeito distante do que a espécie humana se tornou. Mas já revelavam elementos básicos da nossa existência no planeta. Um deles é a técnica: usavam objetos e criavam artefatos para conseguir comida, fazer pinturas nas paredes, modificar o ambiente onde viviam. O outro é a linguagem: os desenhos nas pedras indicavam desejo de comunicar. Impulso comum à fala, à escrita, às artes, aos códigos.

As pinturas nas cavernas feitas por nossos ancestrais não eram só desejo de comunicação. Eles expressavam também a capacidade humana de pensar e representar a relação com o mundo por meio da técnica. Como no caso das cenas de caça, pintadas com uma mistura de sangue e terra, mostrando o uso de lanças e estratégias para capturar a presa. Tão longe e tão perto do que temos hoje: alguém desenvolve um sistema digital para publicar imagens, dividir pensamentos, mostrar o que come, reclamar de uma conexão da Internet que deixa a vida leeenta.

De eras remotas à digital, técnicas para lidar com o ambiente ou criar linguagem são tão intrínsecas ao ser humano que há quem o chame Homo sapiens technologicus. Lá atrás, essa conexão era identificada pela apropriação da natureza para proteger o corpo, ampliar sua capacidade de ação e facilitar trocas e diálogo. Hoje, um app nos mostra o caminho a seguir, um dispositivo regula um coração preguiçoso, uma câmera leva a visão aos confins do planeta, um celular expressa nossas ideias e sentimentos. Olhar para os rastros dessa relação com a técnica nos ajuda a pensar sobre quem somos e os limites do modo como vivemos.

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