Imersão de Outono (2018) explorou o tema Origens

A partir do contato com o ambiente em uma região de Mata Atlântica no interior de São Paulo, a Imersão de Corpo e Movimento na Natureza – Outono 2018, pegou carona em noções de origens históricas, biológicas e subjetivas de cada um para promover consciência corporal, contemplação das conexões entre ser humano e natureza, exploração e criação de movimento, e boas doses de reflexão sobre nossa existência contemporânea. Abaixo, algumas imagens da Imersão. Para saber mais sobre a proposta, entre aqui.

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Técnica e linguagem na base de nossa relação com o mundo

Quando se pensa nos ancestrais do ser humano, aqueles que habitavam cavernas, a impressão pode ser mais de um mito do que de uma passagem de nossa história. Eles viviam de um jeito distante do que a espécie humana se tornou. Mas já revelavam elementos básicos da nossa existência no planeta. Um deles é a técnica: usavam objetos e criavam artefatos para conseguir comida, fazer pinturas nas paredes, modificar o ambiente onde viviam. O outro é a linguagem: os desenhos nas pedras indicavam desejo de comunicar. Impulso comum à fala, à escrita, às artes, aos códigos.

As pinturas nas cavernas feitas por nossos ancestrais não eram só desejo de comunicação. Eles expressavam também a capacidade humana de pensar e representar a relação com o mundo por meio da técnica. Como no caso das cenas de caça, pintadas com uma mistura de sangue e terra, mostrando o uso de lanças e estratégias para capturar a presa. Tão longe e tão perto do que temos hoje: alguém desenvolve um sistema digital para publicar imagens, dividir pensamentos, mostrar o que come, reclamar de uma conexão da Internet que deixa a vida leeenta.

De eras remotas à digital, técnicas para lidar com o ambiente ou criar linguagem são tão intrínsecas ao ser humano que há quem o chame Homo sapiens technologicus. Lá atrás, essa conexão era identificada pela apropriação da natureza para proteger o corpo, ampliar sua capacidade de ação e facilitar trocas e diálogo. Hoje, um app nos mostra o caminho a seguir, um dispositivo regula um coração preguiçoso, uma câmera leva a visão aos confins do planeta, um celular expressa nossas ideias e sentimentos. Olhar para os rastros dessa relação com a técnica nos ajuda a pensar sobre quem somos e os limites do modo como vivemos.

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O coletivo aparece quando se move em conjunto

O planeta é habitado por coletivos de todo tipo: pássaros, peixes, anfíbios, mamíferos… Dos seres mais simples aos mais complexos, algo em comum: movimento! Difícil imaginar um grupo que se mantenha unido sem uma agitação física de tempos em tempos – da caça à brincadeira. Entre os humanos, acontece parecido. É só pensar em jogo de bola, escalada, pista de dança, caminhada, bicicleta, passeata, multidão … Momentos em que o estado corporal de uma pessoa fica misturado ao de outras. O sentido de estar junto sem precisar descrever em palavras.

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