Desmatamento revela política atravessando a biodiversidade e o corpo

O forte aumento no desmatamento apontado por números do INPE (instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) foi considerado pelo governo brasileiro como mentirosos. Refutar dados científicos de um desmatamento alarmante é ignorar a condição sistêmica da vida no planeta. E a correlação entre economia, sociedade e, sim, cultura, com a biodiversidade.

O livro “The Ecology of Eden”, de Evan Eisenberg, traz uma boa referência sobre o assunto, mostrando como o declínio da diversidade de um ecossistema é acompanhado pelo declínio na diversidade cultural da sociedade que o habita. Nessa perspectiva, faz sentido que um governo dedicado a enfraquecer a cultura do próprio país, também esteja focado em devastar a natureza que o ocupa.

depositphotos_81394422_xl-2015.jpgDe uma perspectiva ecosomática, é possível ir ainda mais longe na reflexão: atentar contra a diversidade do ambiente é uma medida que faz todo o sentido para um governo que é contra a diversidade dos corpos que vivem interna e externamente, natural e culturalmente, de modo integrado e interdependente. Tanto na floresta, como nas cidades. Esse governo é menos incoerente do que parece.

Pressionar contra o movimento que ele põe em prática, é uma questão de corpo, alma, ciência, política e economia.

 

Performance emerge de aula no mestrado em sustentabilidade (FGV)

Um dos princípios norteadores da linha de Sustentabilidade no Mestrado para a Gestão da Competividade (FGV-EAESP) é a transdisciplinaridade. Em outras palavras, a evocação e conexão de diferentes conhecimentos e modos de fazer para estimular novos olhares e caminho para que potências de cada participante e do grupo se expresse de modo vivo.

É nesse contexto que são propostas aulas de formação integrada e, nesse espaço, algumas experiências de corpo e movimento. Em março, aconteceu uma delas, sob a condução de Ricardo Barretto, mentor do ConeCsoma que participa do núcleo de formação do Centro de Estudos em Sustentabiliade (FGVces), responsável pelo mestrado.

A partir de princípios de Klauss Vianna sobre a relação entre corpo e texturas do ambiente para gerar movimento, foi desenvolvida uma experiência para aprofundar a conexão dos quatro grupos de trabalho existentes na turma 4 do mestrado. Esses grupos são dedicados a projetos com temáticas da sustentabilidade e seu desenvolvimento inclui a implicação de si mesmo em todo o processo de aprendizagem e produção de conhecimento. Do receio inicial em lidar com a possibilidade de dança na sala de aula, os alunos passaram a se entregar à proposta e acabaram por produzir uma performance coletiva, digna de conceitos como arte contemporânea e complexidade.

Se é difícil relatar a força da experiência e a reverberação no grupo, algumas fotos ajudam a dar um gostinho da performance.

FIS 18 potencializa percursos formativo em sua primeira imersão

Formar pessoas a partir de uma perspectiva integrada, transdisciplinar, que reconheça complexidades e diferentes níveis de realidade no mundo é uma tarefa que demanda estratégias fora do convencional. É com esse foco que a Formação Integrada para a Sustentabilidade reúne corpo, conversa, natureza, interação, escuta, relação, estranhamento e reflexões com sentido no seu processo formativo.

Neste sentido, viagens de campo, que deslocam o aluno dos ambientes e dos modos de pensar padronizados, são fundamentais. No fim de semana de 23 e 24 de fevereiro realizamos a microimersão do FIS, que é o primeiro grande momento no semestre de conexão entre os alunos.

Dessa vez, fomos para o Parque das Neblinas, em Mogi das Cruzes, onde pudemos desenvolver experiências marcantes, como revelam algumas das imagens produzidas pelo profissional de imagens Arthur Boccia e pela equipe do FGVces (Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV-EAESP, responsável pelo FIS).

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Essa já é a 18a edição dessa disciplina eletiva, e a cada ciclo as surpresas e aprendizados da pareceria com o FGVces revelam que um processo formativo eficiente é aquele que é vivo, que segue diretrizes mas não se enrijece em fórmulas. É desse modo que levamos os estudantes a vivenciar dimensões socioambientais e de si mesmo, tendo como norte um projeto referência. O deste semestre trata de Turismo de Base Comunitária. Saiba mais aqui.